10 bancos de imagens para vender fotos online

Se é daqueles fotógrafos que não perde uma oportunidade de registo de uma boa imagem, saiba que a sua coleção fotográfica não precisa de estar confinada a um disco rígido a “ganhar bolor”. 

Se não tem por hábito fazê-lo, está na hora de começar a organizar os seus registos. Pegue na coleção, catalogue-a, edite as fotos que valem a pena e coloque-as a render num (ou vários) banco de imagens. 

As estratégias de ganhos passivos são uma excelente aposta para qualquer fotógrafo. Inicialmente pode dar algum trabalho, mas desde que encontre um bom método para organizar as suas fotos, a partir daí é só ir adicionando as melhores imagens para ir aumentando o potencial de ganhos. Pode fazê-lo apenas numa plataforma ou em várias e vender uma mesma foto várias vezes. Tem ainda a vantagem de disponibilizar imagens para vender em qualquer parte do mundo, uma vez que a maioria dos bancos de imagens operam em vários países.


E nem precisa de ser um profissional de renome para encontrar o seu espaço na venda de fotografias online, os amadores também podem (e devem) recorrer a bancos de imagens para lucrar com a fotografia. Haverá algo melhor do que ganhar dinheiro com aquilo que nos apaixona?

Aqui encontra uma seleção de 10 bancos de imagens por onde pode começar. Escolha os que mais lhe agradarem, carregue as suas fotos e vá monitorizando os resultados. Em função desses, pode ir adaptando a sua estratégia para conseguir vender mais. 

Antes de fazer a sua escolha, deverá informar-se sobre as condições de acesso e venda de cada plataforma. Outro aspeto a ter em atenção é o regime de publicação das fotos nos bancos de imagem: uns exigem exclusividade; outros não. Avalie bem todos estes aspetos, opte pelos que melhor se adaptam ao seu perfil e comece a ganhar dinheiro!

Aqui ficam 10 bancos de imagens que pode explorar:


1. ShutterStock

É um dos mais populares dentro do seu género. Neste banco de imagens há três formas de ganhar dinheiro:

a) a vender as suas fotos

b) com a venda de fotos de outros fotógrafos cuja adesão tenha sido recomendada por si

c) com a indicação de clientes que comprem conteúdos na plataforma 

A utilização é fácil. Só precisa de criar uma conta gratuita com os seus dados e pode começar a carregar as suas fotos, que, após aprovação, passarão a estar disponíveis para venda em grande parte do mundo. 

Existe também a opção Shutterstock Custom que permite trabalhar com marcas de renome mediante um briefing fornecido pelas próprias para produções mais ou menos complexas. O convite à participação é feito mediante o perfil do colaborador, que decidirá se tem interesse e disponibilidade. Pode ser uma opção muito interessante para fotógrafos profissionais nas áreas de Publicidade e Produto.

. . .


2. Adobe Stock

É o banco de imagens da Adobe e está integrado em programas como Photoshop, Ilustrator ou InDesign. Aqui encontram-se fotografias, vídeos, ilustrações e vetores para venda. Não exige regime de exclusividade, oferece uma percentagem de 33% dos royalties e dá-lhe acesso gratuito ao Adobe Portfolio onde poderá criar um site personalizado. 

A utilização é muito simples. Basta criar uma conta, carregar as suas fotos e submete-las para aprovação.

. . .


3. Getty Images e iStock

Trata-se de um dos bancos de imagens mais reconhecidos do mercado. É líder no setor e está presente em mais de 200 países. Para integrar esta rede, terá primeiro de se candidatar através da aplicação Contributor by Getty Images, disponível na App Store ou Google Play. Aí deverá carregar algumas imagens que serão analisadas. Em caso de aprovação será convidado a aderir como contribuidor da Getty Imagens e/ou do iStock.

Se as suas imagens forem aceites no iStock by Getty Images não estão sujeitas a exclusividade. Os royalties são de 15% e caso pretenda candidatar-se ao regime de exclusividade (e seja aceite) poderão variar entre 25% e 45%.  

Já se for convidado para integrar a Getty Images, o regime passa a ser de exclusividade. A taxa de royalties para fotos é de 20%. 

. . .


4. Dreamstime 

Bastante criterioso no que toca à qualidade técnica, estética e comercial dos conteúdos que aceita para venda, o Dreamstime é um dos bancos de imagens que melhor paga pelas suas fotografias. Terá de cumprir escrupulosamente com todos os requisitos, mas as imagens vão valorizando consoante vão vendendo mais. Se optar pelo regime de exclusividade também é recompensado. 

. . .


5. Bigstock

O Bigstock disponibiliza uma abrangente e variada lista de temas fotográficos que pode explorar. A comissão por venda de fotos é de 30%. É uma boa opção quer para fotógrafos mais especializados, quer para quem gosta de variar nas temáticas. Basta fazer o registo gratuito para começar a carregar fotos.

. . .


6. 123RoyaltyFree 

Aqui pode ganhar comissões de venda entre os 30 e os 60%. A lista de temas é longa e variada. Os conteúdos estão disponíveis em mais de 40 países e em 17 idiomas diferentes. Vale a pena explorar.

. . .


7. CanStockPhoto

Conta com mais de 1 milhão de clientes e está disponível em vários países. Para se tornar colaborador só precisa de fazer uma conta gratuita e carregar 3 imagens que serão avaliadas. Caso passe no teste, pode começar a fazer o upload das fotografias que quer colocar à venda na plataforma.

. . .


8. Depositphotos

Antes de integrar a lista de colaboradores do Depositphotos tem de submeter cinco fotos à avaliação. Depois de aprovado, cada fotografia da sua coleção pode render-lhe entre $0.25 e $33.82 (pagamento em dólares)

. . .


9. Alamy

As vendas de fotografias no Alamy podem render-lhe até 50% de comissão, se optar pelo regime de exclusividade. A plataforma dá um apoio extra a estudantes, oferecendo comissões de 100% nos dois primeiros anos da parceria, o que é um ótimo estímulo para quem está a começar. Também disponibiliza uma aplicação (apenas para iOS) para a venda das fotos registadas com o seu smartphone. 

. . .


10. EyeEm

Trata-se de uma comunidade de fotógrafos que, para além da venda de imagens, oferece a opção de agendamento de sessões fotográficas um pouco por todo o mundo. Os interessados poderão candidatar-se para poder oferecer os seus serviços fotográficos à rede de marcas e parceiros que os procuram.

. . .

Conclusão

Vender as suas fotografias através de bancos de imagens online é uma excelente forma de manter uma fonte de rendimento passiva.

A vantagem destas plataformas é que não vende propriamente as suas fotos, mas sim uma licença de utilização (royalties) para vários propósitos (revistas, blogs, redes sociais, websites e outros materiais gráficos e promocionais). 

Os direitos de autor ficam salvaguardados. 

A menos que essa seja a sua escolha, raramente lhe é exigida exclusividade, pelo que pode disponibilizar as mesmas fotos (e aumentar as hipóteses de vender) em vários locais. As portas também ficam abertas para vender fotografias em diversos países.

Em resumo: pode vender a mesma imagem várias vezes, para vários fins, em vários locais, em qualquer parte do mundo.

Claro que para potenciar os ganhos terá de ser consistente e analisar cada plataforma para perceber que fotografias poderão vender melhor em cada banco de imagens em que está presente. No início, é natural que algumas fotos sejam recusadas. Mas não desanime! Invista em perceber os critérios de cada plataforma, adapte as suas imagens e estratégias de venda e verá que os resultados começam a surgir.

Lembre-se que é a qualidade técnica, estética e comercial do seu trabalho que vai potenciar as vendas. Uma rápida pesquisa por qualquer uma dessas plataformas, comprova facilmente que as fotos mais populares são de altíssima qualidade. Não é um mercado específico para profissionais, mas há que ter domínio sobre técnicas fotográficas e de edição.

Deverá ter também em atenção que precisará de um consentimento/declaração assinada para utilizar fotos de pessoas ou propriedades identificáveis. Também os logotipos e marcas visíveis devem ficar fora das suas fotos. Esteja atento a estes pormenores na hora da captura e da edição. 

É ainda importante que leia com atenção as condições de cada plataforma. Esteja atento a questões como exclusividade, licenciamento e gestão de fotos e coleções. Avance apenas se concordar a 100%.

Se tiver estes cuidados e explorar o potencial de cada um dos bancos de imagens, terá aqui uma boa oportunidade para ganhar mais dinheiro com as suas fotos. 


Este artigo foi útil? Conhece outros bancos de imagens e plataformas interessantes para ganhar dinheiro como fotógrafo? 

Partilhe as suas experiências e deixe as suas dúvidas e ideias nos Comentários.


10 bancos de imagens para vender fotos online Se é daqueles fotógrafos que não perde uma oportunidade de registo de uma boa imagem, saiba qu...


As objetivas costumam ser acessórios caros. Comprar em segunda mão pode ser uma boa forma de ter uma objetiva de qualidade por um preço acessível. 

Tal como acontece com a compra de uma câmara, também aqui há vários aspetos a ter em atenção para fazer a escolha acertada. Muitos deles são até comuns à compra de uma câmara. Para saber todos os pormenores sobre este tema, veja o nosso Guia Para Comprar Câmaras Usadas.

Com os devidos cuidados e manutenção, as objetivas de qualidade oferecem grande durabilidade, o que as torna uma ótima opção de compra no mercado de usados. Na hora de comprar há que estas atento à lista de aspetos que aqui apresentamos e, se tudo estiver perfeitamente operacional, pode encontrar autênticas pechinchas a que dará uso durante vários anos. Saiba aqui como analisar ao pormenor os seguintes:

1. Inspeção externa

2. Inspeção interna

3. Nitidez

4. Onde comprar

5. Contacto com o vendedor

6. Conclusão


Comprar uma objetiva usada

Se pondera a compra de equipamento em segunda mão, antes de mais tenha em mente que nem todos estimam o seu equipamento convenientemente (por muito caro que tenha sido), por isso há vários aspetos e considerações a que estar atento na hora da escolha. 

Este guia vai ajudá-lo a obter o melhor possível pelo dinheiro que gasta. Poderá adquirir ou atualizar o seu equipamento por uma fração do seu preço original, sem descurar na qualidade.

Lembre-se que a qualidade de uma objetiva está na sua construção e na manutenção do bom estado dos elementos óticos. Não basta avaliar o exterior; terá de se certificar que tudo funciona corretamente e que as lentes internas estão em boas condições. Estes são os pontos mais críticos que não pode deixar escapar:

1. Marcas externas 

É importante estar atento a marcas externas que possam evidenciar eventuais quedas e danos interiores (ótica).

Verifique se há amolgadelas ou arranhões no corpo ou fissuras e rachas no vidro ou elemento frontal. 

Tratando-se de uma lente usada, é natural que exiba algumas marcas de desgaste no corpo ou nos anéis de zoom e de focagem. As marcas leves na superfície não serão problemáticas, mas certifique-se que o anel de focagem e de zoom (se for o caso) não estão soltos ou partidos e funcionam corretamente. 

Lembre-se que os filtros de proteção do elemento frontal não são garantia de que esteja tudo em conformidade. Retire sempre os filtros para analisar melhor o elemento frontal. Sujidade profunda e rachas no vidro são um problema.

Verifique também se não hã desgaste aparente ou qualquer peça partida no encaixe da objetiva.


Legenda: Pode haver uma ou outra marca ligeira de uso no corpo da objetiva ou pequenos pontos de pó nas lentes externas. Não é problemático.


Legenda: Retire qualquer filtro de proteção antes de analisar o elemento frontal da objetiva.

2. Marcas internas

Se tiver a oportunidade de verificar a objetiva presencialmente, experimente aponta-la para a luz para verificar o bom estado interior (não pode haver riscos ou manchas). Poderá também usar uma pequena lanterna e procurar quaisquer evidências de poeira interna, fungos ou manchas de humidade. É natural haver pequenos pontos de pó, sobretudo nos elementos externos. Isso não será problemático; pode ser limpo com um pano específico para limpeza de objetivas. Já áreas maiores com manchas podem denunciar problemas de nitidez e falta de qualidade ótica. Quaisquer vestígios de óleo ou gordura podem indicar mau funcionamento das lâminas do diafragma. 

Abandone qualquer negócio ao menor vestígio de fungos ou manchas de humidade no interior da objetiva.

Se fizer a compra online não terá a oportunidade de fazer uma avaliação tão minuciosa por si mesmo, mas poderá pedir ao vendedor para realizar um pequeno vídeo e várias fotos de pormenor para auxiliar a sua análise. 


Legenda: Aponte a objetiva para uma luz ou use uma lanterna para verificar se não há manchas de humidade ou fungos.


Legenda: Verifique também os encaixes e qualquer vestígio de óleo ou gordura.

3. Nitidez

A melhor forma de verificar a nitidez de uma objetiva é usa-la para fotografar um gráfico de teste. Trata-se de um gráfico padronizado, que facilmente se encontra online (basta fazer uma pesquisa no Google por “lens focus test chart”), que poderá imprimir e colar numa parede para testar a qualidade ótica de qualquer objetiva. Bastará fotografar esse gráfico com a objetiva a testar para ter todas as respostas.

Para um resultado mais preciso, deverá montar a câmara num tripé e usar um disparador remoto ou definir o modo de disparo “Temporizador”. Só assim garantirá que os resultados não são influenciados por qualquer movimento da câmara. 

Faça então uma foto de teste com a objetiva em causa. Depois verifique a imagem no LCD da câmara, aumentando a visualização para 100%, ou se possível passe-a para o computador para uma análise mais pormenorizada. Claro que poderá ser necessário alguns ajustes finos de câmara para câmara, mas até nas aberturas maiores o centro da imagem deve estar nítido. Se possível, faça o teste para todas as aberturas disponíveis.

Mais uma vez, nas compras online, pode pedir ao vendedor que faça o teste e lhe envie as imagens resultantes (em RAW, sem qualquer edição ou processamento). 


Legenda: Imprima um gráfico como este (encontra-o facilmente online) para verificar a nitidez e desempenho ótico de qualquer objetiva.

4. Onde comprar

Poderá seguir as mesmas dicas do Guia para Comprar Câmaras Usadas. Apenas dois alertas importante:

a) Nas compras online escolha sempre plataformas que lhe deem algum tipo de garantia de reembolso, como o Ebay ou a Amazon, por exemplo, sobretudo se comprar a particulares. 

b) Nunca facilite no que toca às opções de pagamento. Não arrisque pagar por transferência ou em numerário. Opte por um sistema seguro e com garantia - PayPal é sempre uma boa opção. 


5. Contacto com o vendedor

Também neste caso as orientações dadas no Guia para Comprar Câmaras Usadas são válidas. Contacte o vendedor. Faça perguntas, peça fotos e vídeos, esclareça todas as suas questões antes de avançar com a compra.


6. Conclusão

Comprar equipamento usado dá um pouco mais de trabalho do que adquiri-lo novo e com garantia.

Tem de investir o seu tempo em busca de um bom negócio, avaliar cuidadosamente o equipamento que pondera comprar, verificar possíveis danos e problemas e correr sempre uma certa dose de risco. Mas se seguir à risca este guia, as probabilidades de algo correr mal são muito reduzidas. E por uma fração do valor original, pode obter boas objetivas para explorar a fotografia profissional e dar um novo impulso ao seu negócio.


Se é comprador habitual de equipamento usado, convido-o a partilhar nos comentários a sua experiência e a deixar outras dicas e considerações que considere importantes. 

Este artigo foi útil? Dê-nos a sua opinião e deixe-nos as suas dúvidas nos comentários. 


As objetivas costumam ser acessórios caros. Comprar em segunda mão pode ser uma boa forma de ter uma objetiva de qualidade por um preço aces...

Para quem não quer (ou não pode) gastar uma pequena fortuna em equipamento fotográfico, comprar uma câmara usada pode ser uma excelente opção. Claro que, como em qualquer mercado de produtos usados, há sempre uma certa dose de risco, que costuma ser proporcional às oportunidades para fazer bons negócios. Comprar em segunda mão tem sempre alguma ciência e há aspetos a que tem de estar muito atento. Neste guia encontrará orientações claras sobre o que é mais importante ter em consideração, bem como alertas sobre pontos que não pode descurar.

Quem acompanha o mercado tecnológico sabe que os modelos de câmaras atuais são atualizados a uma velocidade alucinante, mesmo quando se tratar das gamas ditas semiprofissionais e até profissionais. Pode parecer desencorajador, mas a verdade é que sempre que um novo modelo é lançado, chegam ao mercado de usados excelentes oportunidades para quem quer ter uma boa câmara, mas gastar pouco.



Uma câmara topo de gama que ainda ontem era fantástica passa (para alguns) a ser obsoleta, mas a verdade é que não perdeu as suas capacidades ou potencial, continuando a ser uma excelente câmara, por muito tempo, desde que esteja perfeitamente operacional. Optar por esta solução pode fazer toda a diferença: ao invés de comprar uma câmara de gama de entrada ou média, com um investimento semelhante pode ter uma câmara de topo, que lhe permite explorar com à-vontade e segurança a fotografia profissional.

Da mesma forma, se a sua câmara já está a precisar de reforma, este pode ser o melhor caminho para a atualizar sem ir à falência.

Neste artigo vamos centra-nos apenas na compra de câmaras reflex. Abordaremos os seguintes pontos:

1. Número de disparos

2. Inspeção interior

3. Inspeção geral

4. Onde comprar

5. Contacto com o vendedor

6.  Conclusão

Comprar uma câmara usada

Se pondera a compra de equipamento em segunda mão, antes de mais tenha em mente que nem todos estimam o seu equipamento convenientemente (por muito caro que tenha sido), por isso há vários aspetos e considerações a que estar atento na hora da escolha.

Este guia vai ajudá-lo a obter o melhor possível pelo dinheiro que gasta. Poderá adquirir ou atualizar o seu equipamento por uma fração do seu preço original, sem descurar na qualidade.

Lembre-se que uma câmara digital é um mecanismo complexo. Não basta avaliar o exterior; terá de se certificar que tudo funciona corretamente. Estes são os pontos mais críticos que não pode deixar escapar:

1. Número de Disparos

O número de disparos numa câmara indica o número de vezes que o obturador foi acionado, ou o número de fotos que a câmara já registou. Este valor pode dar-nos uma clara indicação do tipo de utilização de uma câmara.

Por norma, quanto mais alta a gama de uma câmara, maior tende a ser a durabilidade do obturador, com as gamas profissionais a oferecer o melhor desempenho a este nível. O tempo de vida típico de modelos de entrada de gama pode rondar os 150 mil disparos e as gamas profissionais costumam chegar aos 300 mil ou mais. Claro que estes valores são meramente indicativos; por vezes (embora seja raro) o obturador não aguenta o número de disparos estimado, mas na maioria das vezes ultrapassa-o largamente, chegando a durar mais do dobro. Pode ser uma questão de sorte, mas na hora de comprar usado, jogue pelo seguro e considere os valores médios.

O obturador é um elemento mecânico, composto por cortinas que abrem e fecham para deixar entrar a luz para o sensor da câmara e assim registar a imagem. Com tanto abrir e fechar, o mecanismo vai-se desgastando.

Tenha em consideração que o valor da substituição de um obturador tende a não ficar muito longe do valor do corpo da câmara, sobretudo se já for usada, por isso é crucial estar muito atento a este aspeto.


Nunca compraria um carro sem saber o número de km, certo? É basicamente a mesma coisa.

Um número de disparos baixo indica que a câmara teve pouco uso. Valores abaixo dos 10 mil disparos poderão ser considerados muito baixos para câmaras com 2 a 4 anos. Neste caso, uma utilização normal poderá rondar os 35 a 55 mil disparos. Optar por uma câmara com um número de disparos na ordem dos 100 a 120 mil disparos, pode não ser o melhor negócio. Esses valores indicam um nível de utilização alto, provavelmente por um profissional e, por conseguinte, maior desgaste e probabilidade de problemas. Não é obrigatoriamente assim, mas o risco é maior.

Já uma câmara com menos disparos, pode indicar uma utilização mais casual, por parte de um amador, por exemplo, e poderá ter sido mais “poupada”. Á partida, será uma compra mais segura.

Se procurar uma câmara usada online, facilmente poderá comprovar que nem todos os anunciantes divulgam o número de disparos. Pode haver várias razões para tal:

· O vendedor não sabe a importância dessa informação

· O vendedor não sabe como descobrir essa informação

· O vendedor não quer partilhar essa informação porque isso não ajuda na venda

É relativamente a este último ponto que deve estar atento, pois a probabilidade de a câmara já estar perto ou ter ultrapassado o número de disparos médio e você acabar com um problema nas mãos é grande.

Nunca avance com um negócio sem saber esta informação. Se a informação não está disponível no anúncio, contacte diretamente o vendedor e pergunte. Se o vendedor se recusar a dar a informação, não considere o negócio; procure outro.

Como saber o número de disparos de uma câmara?

Nem sempre essa informação está disponível na própria câmara, mas há ferramentas online, como https://www.camerashuttercount.com/, que podem ajudar. Basta fazer o upload da última foto registada.

Há ainda softwares para esse fim, como o Canon EOS DIGITAL Info.

Em alternativa, qualquer loja especializada em fotografia deverá ter software capaz de extrair essa informação de qualquer câmara.

Para sua própria referência, procure saber o tempo de vida estimado do obturador do modelo que pretende comprar. Deverá encontrar a informação nas especificações técnicas da câmara no site do fabricante. Caso não estejam disponíveis, contacte diretamente o fabricante e pergunte. Uma rápida pesquisa no Google também lhe permitirá saber.


Legenda: Quaisquer vestígios de oleosidade ou gordura no interior da câmara são indicativos de mau funcionamento

2. Inspeção interior

Quando se trata de comprar uma câmara usada, é importante fazer uma inspeção completa ao equipamento para perceber se está em boas condições. Não basta o aspeto exterior; há que retirar a tampa do corpo e inspecionar o interior. Verifique o espelho, o ecrã de focagem e os contactos ou encaixe das objetivas. Quaisquer indícios de danos, óleo ou sujidade no interior da câmara devem ser motivo para não avançar com o negócio.

Se a compra for feita online, pode ser mais difícil analisar minuciosamente o interior da câmara. Ainda assim, peça ao vendedor para lhe enviar fotos de pormenor destes elementos. 

No caso de compras presenciais, leve uma pequena lanterna e faça as verificações você mesmo.


Legenda: Mesmo em câmaras usadas, o interior deve estar limpo e seco, sem manchas.

Se for possível, teste também a câmara com uma objetiva. Não só poderá avaliar melhor os encaixes/contactos como poderá fazer uma foto de verificação.

Se pretende fazer a compra online, é de boa prática pedir uma foto de teste do estado do sensor (em RAW, sem qualquer processamento).

 

Legenda: É aceitável que haja alguns pequenos pontos de poeira. Já riscos e pontos luminosos (sem informação) indicam que o sensor da câmara está em mau estado.

Como verificar o estado do sensor?

Defina a abertura máxima (f/22, por exemplo), aponte para uma área luminosa e lisa (o céu azul é uma boa opção) e capte uma foto. Reveja a foto no LCD com o zoom no máximo, ou se possível num computador, e percorra-a por completo em busca de pequenos pontos e riscos.

Os pequenos pontos de poeira não são muito problemáticos. Poderá fazer você mesmo a limpeza do sensor com produtos adequados.

Faremos posteriormente um artigo passo-a-passo sobre este tema.

Já qualquer evidência de linhas pode representar riscos e danos no sensor, e são indicadores claros de que deve abandonar o negócio e partir para outra.


3. Inspeção geral

Com a inspeção do interior feita, é também importante verificar o estado geral exterior do equipamento. Procure por riscos e amolgadelas que possam denunciar qualquer queda ou mau uso do equipamento.

Tratando-se de uma câmara em segunda mão, não é de esperar que esteja nova em folha, sem qualquer marca de uso.

Alguns elementos de borracha, por exemplo, podem exibir algum desgaste ou estar um pouco descolados, mas é possível repara-los ou substitui-los com alguma facilidade, sem grandes custos.

Já quaisquer arranhões profundos ou amolgadelas podem sugerir alguma queda aparatosa e, por consequência, danos internos. É melhor não correr o risco.

Tenha também o cuidado de verificar o corpo sem quaisquer filtros ou proteções, incluindo de ecrã. 


Legenda: É expectável que haja algumas marcas de uso numa câmara usada, mas esteja atento a elementos amolgados ou arranhões profundos
 
Mais uma vez, se vai fazer a compra online, peça fotos de detalhe de todos os aspetos referidos, incluindo as várias vistas da câmara.

Muito importante também é que os anúncios exibam imagens reais da câmara especifica que está para venda. Caso o vendedor tenha apenas fotos genéricas, como as fornecidas pela marca (são fáceis de identificar), deverá pedir que lhe sejam enviadas fotos da câmara em si. Qualquer recusa em fazê-lo é indicador de que deve ficar longe desse negócio e procurar outro.

4. Onde comprar?

Eis a grande questão! O mercado de usados acarreta sempre alguns riscos, mas estes podem ser maiores ou menores. A equação é simples: quanto menor o risco, maior o preço e vice-versa.

O recomendável será pois, encontrar o melhor compromisso. Aqui ficam algumas sugestões e respetivos alertas:

· Lojas físicas e revendedores

Muitos revendedores especializados em tecnologia, oferecem equipamento usado para venda, seja em loja física seja online.  

A Fnac, por exemplo, tem uma secção de Usados, embora nem sempre se encontrem modelos de reflex de gamas altas.

O mesmo acontece com a CeX, dedicada ao comércio de compra e venda de usados, que, para além da loja online, tem várias lojas físicas em Portugal.


É muito provável que haja até lojas de usados na sua cidade que se dediquem a esta área, incluindo alguma especializada em equipamento profissional. A vantagem de comprar nestas retalhistas é que para além de os equipamentos serem previamente verificados por técnicos, muitos oferecem garantia, tipicamente de entre 3 meses, chegando até aos 2 anos em alguns casos.

É possível que não consiga o preço mais baixo do mercado, mas terá maior segurança. Você decidirá se está disposto a pagar mais por esse descanso.

· eBay, Amazon e vendedores particulares

As grandes oportunidades, costumam estar aqui: nos vendedores particulares. Se pretende uma verdadeira pechincha, então invista o seu tempo a procurar aqui. Mas tenha sempre presentes os pontos essenciais deste guia.

Neste tipo de venda, qualquer distração pode acarretar problemas. Esteja sempre alerta. Há duas situações de que deve fugir a sete pés:

a) o negócio parece bom de mais para ser verdade

b) o vendedor só aceite pagamento em dinheiro ou por transferência.

Opte sempre por fazer o pagamento por PayPal ou sistema alternativo semelhante que lhe ofereça segurança e proteção. 



Claro que os vendedores particulares não lhe vão oferecer uma garantia, mas se o produto que receber não estiver de acordo com o que comprou, ou se vier com algum problema ou dano, pelo menos pode fazer uma reclamação e pedir a devolução do seu dinheiro. Com PayPal tem até 180 dias para apresentar uma reclamação, desde que a compra esteja protegida pela Proteção do Comprador PayPal.


Por muito bom que lhe pareça algum negócio que encontre online, não facilite, opte sempre por comprar em plataformas fiáveis que ofereçam garantia de devolução do seu dinheiro.

Na Amazon, por exemplo, tem 30 dias para devolver qualquer produto, novo ou usado, se o mesmo não corresponder às suas expectativas. É uma garantia pela qual vale a pena pagar um pouco mais. Ninguém quer receber em casa a tão esperada câmara “nova” para em seguida descobrir que está cheia de humidade, riscos no sensor ou tem o ecrã partido. E se o vendedor não estiver disposto a devolver o seu dinheiro?

O eBay também oferece proteção aos compradores, intervindo e devolvendo o seu dinheiro quando algo não corre como o esperado.

5. Contacto com o vendedor

Não deixe espaço para dúvidas. Dado o valor envolvido na compra de uma câmara reflex, só deve avançar quando sentir total confiança na sua compra.

Se tem alguma dúvida, se algum pormenor lhe parece dúbio, se precisa de mais fotos do equipamento, mais informações sobre o seu estado e funcionamento, sobre a sua utilização anterior, não se acanhe: pergunte!

Entre em contacto com o vendedor, coloque todas as suas questões e não avance sem estar completamente esclarecido. Não receie ser “chato” ou incomodar; a sua função como comprador é obter o melhor produto, pelo menor valor, e não propriamente ser “amigo” do vendedor. Importante é que faça uma compra informada e sobretudo a escolha acertada.

 

6. Conclusão

Comprar equipamento usado dá um pouco mais de trabalho do que dirigir-se a uma loja com uma ideia do que quer, comprar (e pagar o devido valor) e trazer consigo uma câmara novinha em folha.

Tem de investir o seu tempo em busca de um bom negócio, avaliar cuidadosamente o equipamento que pondera comprar, verificar possíveis danos e problemas e correr sempre uma certa dose de risco. Mas se seguir à risca este guia, as probabilidades de algo correr mal são muito reduzidas. E por uma fração do valor original, pode ficar com uma excelente câmara para explorar a fotografia profissional e dar um novo impulso ao seu negócio.

Quiçá não ficará com margem para investir em algum equipamento extra, como mais uma boa objetiva.

Siga também o nosso Guia para Comprar Objetivas Usadas.

Se é comprador habitual de equipamento usado, convido-o a partilhar nos comentários a sua experiência e a deixar outras dicas e considerações que considere importantes.


Este artigo foi útil? Dê-nos a sua opinião e deixe-nos as suas dúvidas nos comentários.

Para quem não quer (ou não pode) gastar uma pequena fortuna em equipamento fotográfico, comprar uma câmara usada pode ser uma excelente opçã...

Fotografar com enquadramento horizontal (modo Paisagem) ou vertical (modo Retrato) é na maioria das situações algo intuitivo, mas estes formatos não se adequam apenas para fotografar Paisagem ou Retrato, como as denominações podem sugerir. Perceber em concreto quais as situações em que um ou outro formato se adequa, ajuda a ter mais sucesso na forma como apresenta os motivos fotografados e a dar-lhes expressão.

O design das câmaras fotográficas adapta-se melhor ao formato horizontal. Os fotógrafos menos atentos e experientes, raramente se lembram de virar a câmara para fotografar na vertical.

As imagens horizontais e verticais têm, porém, algumas propriedades distintas. Vamos então saber onde se usa o quê.

HORIZONTAL

Quando o assunto a fotografar é horizontal - Quando o assunto é mais largo do que alto, uma imagem horizontal é a opção acertada para “apanhar” todo o objeto de uma só vez.

Quando o assunto se move horizontalmente - Quando o movimento do assunto segue horizontalmente de um lado ao outro do enquadramento, aliar o formato horizontal com a regra dos terços criará uma imagem que visualmente remete para a continuidade do movimento do assunto, criando dinâmica. Isso também se aplica a retratos (mais comumente registados na vertical): deixe espaço na foto à direção para onde segue o olhar para criar dramatismo e emoção.

Para transmitir a sensação de espaço - As imagens horizontais podem ser usadas para sugerir a amplitude de uma paisagem, por exemplo. Mas se retratar uma pessoa num espaço amplo, isto também pode sugerir escala ou solidão. Transmitir sensações com as suas fotografias é muitas vezes tão simples quanto jogar com um enquadramento menos comum num determinado tipo de imagem.

VERTICAL

As fotografias verticais são menos comuns do que as horizontais, pela simples exigência de se virar a câmara de lado. Na prática, este formato é uma espécie de tentativa dos fotógrafos de transportar para a fotografia a capacidade de foco seletivo natural do nosso cérebro. Atualmente este formato vai ganhando o seu espaço graças ao aumento de fotografias realizadas com smartphones.

Quando o assunto é vertical - Quando o assunto é mais alto do que largo, uma imagem vertical complementa o assunto.

Para permitir que o assunto se mova verticalmente - Quando um assunto se move de cima para baixo, combinar o formato vertical com a regra dos terços permite sugerir visualmente a continuidade desse movimento, mesmo numa imagem estática. Assim, ampliará a sensação de movimento da imagem. O mesmo se aplica a retratos olhando para cima ou para baixo. Ter um espaço aberto na parte superior ou inferior da composição permite dar continuidade à direção do olhar de forma mais eficaz do que seria possível numa imagem horizontal. Lembre-se também que quando um assunto está a afastar-se ou a aproximar-se da câmara, pode expressa-lo numa imagem bidimensional como um movimento "para cima ou para baixo". É por isso que muitas imagens com linhas fortes funcionam muito bem na vertical; a profundidade espacial criada por estas convida o olhar a percorrer a imagem.

Para focar a atenção em detalhes – O formato vertical pode ser usado para focar a atenção do espectador num único pormenor ou assunto, removendo o peso da visão periférica. Esta é a teoria por trás dos retratos de close-up e outras composições que enquadram um único objeto. Atualmente, algumas empresas realizam vídeos e apresentações para serem exibidas em ecrãs colocados na vertical em lojas e espaços comerciais. Apesar de o formato de vídeo ser tradicionalmente horizontal, a capacidade de foco em detalhes do enquadramento vertical começa a ser aproveitada também nesta área. O registo de vídeos com smartphones também tem vindo a impulsionar esta opção. 


Espero que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das suas dúvidas e lhe sirva de inspiração.

Sabe que estamos cá para o acompanhar na sua jornada, por isso fique por aí para receber sempre os melhores conselhos, dicas e sugestões de técnicas e equipamentos para conseguir fotos de qualidade profissional, com equipamento barato. Depois, há que ganhar dinheiro com isso.

Em breve teremos disponível a subscrição da nossa Newsletter bem como os nossos perfis do Facebook, Twitter, Instagram.

Entre em Contacto e diga-nos que assuntos gostaria que abordássemos, quais as suas maiores dúvidas e dificuldades e partilhe também a sua experiência.

Boas fotos e bons negócios! 

Fotografar com enquadramento horizontal (modo Paisagem) ou vertical (modo Retrato) é na maioria das situações algo intuitivo, mas estes for...


A macrofotografia trata de mostrar um assunto maior do que a sua dimensão na vida real - um close-up extremo de algo pequeno. Quando um assunto, como um inseto ou um floco de milho, ocupa o seu tamanho real no sensor full-frame de uma câmara, a imagem resultante exibirá um motivo muito maior do que a sua dimensão natural: isto é macrofotografia.

Dicas de fotografia macro.

Antes de qualquer conselho sobre técnicas, para este tipo de fotografia é preciso ter uma objetiva ou lente macro. Enquanto a maioria das objetivas refletem os motivos no sensor da câmara com uma proporção de 1: 2.8 ou superior, as lentes macro conseguem uma proporção de 1:1 (tamanho real) e podem focar a distâncias curtas, como 30 cm ou menos.

Uma vez munido de uma objetiva macro, aqui ficam algumas dicas a ter em conta quando se aventurar neste tipo de fotografia:

Nota rápida: se quiser experimentar este género fotográfico antes de investir numa lente macro dedicada, pode optar por usar um tubo de extensão numa das suas objetivas habituais. Esta é uma opção bem mais económica.

1. Fique de olho nos detalhes.

À medida que nos aproximamos de qualquer objeto, os pequenos detalhes e pequenas imperfeições praticamente invisíveis à distância, tornam-se nítidos. Quando ampliamos a realidade com uma boa objetiva macro, todo um novo mundo de pequenos pormenores (e também de sujidade e imperfeições) é exibido aos nossos olhos.

Por este motivo, se vai fotografar pequenos objetos com uma lente macro, comece por limpar bem os objetos, pois todos os riscos e grão de pó ficarão bem visíveis. Pode usar ar comprimido ou uma escova suave para objetos mais frágeis. Este será um passo que lhe poupará tempo, acredite; as limpezas em pós-produção são mais difíceis e morosas!

 2. Defina o que quer captar

Trabalhar com assuntos muito pequenos significa que terá uma profundidade de campo muito curta. Por este motivo, é essencial definir antecipadamente o que pretende mostrar com as suas fotos. Na fotografia macro o plano de foco é tão estreito que a mínima alteração no ponto de foco pode resultar em fotos completamente diferentes e muitas vezes arruinar a nossa intenção. É por isso necessário definir um plano, ser rigoroso e trabalhar com tempo e calma.

Na macrofotografia não há grande margem para erros, sobretudo na focagem, pelo que é importante pré-visualizar a imagem final e saber de antemão o que se pretende. A combinação de áreas de foco em pós-produção é muitas vezes a solução encontrada pelos fotógrafos para estenderem a área de focagem a todo o assunto ou às partes que pretendem. Esta técnica de hiperfocagem consiste em captar várias imagens de um mesmo objeto, sem quaisquer alterações de luz ou enquadramento, mas com diferentes pontos de foco, e depois combina-las numa única imagem num editor de imagem. É uma solução trabalhosa, mas muitas vezes a única viável se quisermos pequenos objetos totalmente focados.

3. Direcione alguma luz para o assunto.

À semelhança dos detalhes, que são amplificados nas fotos macro, também os efeitos de luz e sombra podem ser explorados, pois ganham dramatismo. É por isso uma vantagem poder controlar esse aspeto.

Usar uma pequena luz portátil alimentada a pilhas ou bateria (uma simples lanterna) pode fazer toda a diferença no resultado final de uma sessão de macrofotografia.

4. Analise bem a cena.

Além da iluminação e das partículas de poeira que podem arruinar as fotos, o plano de fundo é outro aspeto a ter em atenção. Com tanta concentração em assuntos minúsculos, facilmente pode negligenciar o plano de fundo. Esteja atento para que não se torne distrativo e desvie a atenção do motivo principal.  

5. Cuidado com os movimentos.

Qualquer movimento tem potencial para gerar fotografia tremidas e “desfocadas”. Tal como acontece com outros aspetos, na macrofotografia isto também será amplificado. Cuide para que a câmara esteja bem estável (use tripé e disparador remoto, por exemplo) e use as definições de velocidade de obturação apropriadas para evitar o problema (quanto mais alta a velocidade do obturador, menor a probabilidade de fotos tremidas).

Ter em mente as bases elementares da técnica fotográfica é ainda mais crucial na macrofotografia, pois estamos perante um mundo mágico de pormenores, onde qualquer erro é também amplificado. Ter bem presentes as bases elementares da técnica fotográfica é, por isso, crucial: certifique-se de que o ponto de foco está onde pretende, que existe uma boa iluminação e contraste e que a sua intenção sobre para onde quer direcionar o olhar do espetador é clara.

Como sempre, a prática leva à perfeição, por isso encare o mundo do ponto de vista de uma formiga e concentre-se em pensar – e fotografar – em pequeno, até ao mais ínfimo pormenor.

Espero que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das suas dúvidas e lhe sirva de inspiração.

Sabe que estamos cá para o acompanhar na sua jornada, por isso fique por aí para receber sempre os melhores conselhos, dicas e sugestões de técnicas e equipamentos para conseguir fotos de qualidade profissional, com equipamento barato. Depois, há que ganhar dinheiro com isso.

Em breve teremos disponível a subscrição da nossa Newsletter bem como os nossos perfis do Facebook, Twitter, Instagram.

Entre em Contacto e diga-nos que assuntos gostaria que abordássemos, quais as suas maiores dúvidas e dificuldades e partilhe também a sua experiência.

Boas fotos e bons negócios! 


A macrofotografia trata de mostrar um assunto maior do que a sua dimensão na vida real - um close-up extremo de algo pequeno. Quando um ass...

PARTE IV – Hora de vender!

Ponha-se à prova!

Já treinou bastante, já evoluiu e já se sente confiante para fazer alguns trabalhos pagos? Dificilmente os clientes cairão do céu, por isso comece por procurar perto de si quem possa precisar dos seus serviços (mesmo que ainda não o saiba). Sim! O que estou a sugerir é que se ofereça para realizar alguns trabalhos a troco de uma boa oportunidade para enriquecer o seu portefólio. Claro que não defendo o trabalho gratuito, mas um fotógrafo tem de fazer-se à vida e, numa fase inicial, esta pode ser uma forma de ganhar experiência e confiança e promover o seu trabalho; não deve envergonhar-se disso! Desde que não o faça recorrentemente, terá oportunidade de provar o seu valor e até ganhar um ou outro bom cliente para o futuro. Empresas pequenas que precisem de boas fotos das suas instalações ou retratos corporativos para um website, fotografias de produto para lojas online, fotografias promocionais para comunicação da empresa ou produto, pequenos eventos para órgão de comunicação locais, o imóvel de um amigo para venda através de agência imobiliária, um book fotográfico para alguém conhecido ou modelo em início de carreira, retratos de família… haverá muito por onde escolher, basta prever potenciais necessidades. Importante é que seja na área que quer desenvolver para tirar algum proveito disso e enriquecer cada vez mais o seu portfolio.


Alicie os clientes

Há muita concorrência na fotografia e nem sempre tão leal quanto se desejaria. Mas uma coisa é sabida: com persistência, quem é bom acaba por se destacar e vingar! Mas exige esforço, determinação e há que fazer acontecer.

Nesta fase, possivelmente já fez um ou outro trabalho gratuito, mas obviamente isso não poderá durar para sempre. Experimente agora fazer algumas promoções e “aliciar” clientes com que já trabalhou ou empresas que, não tendo estrutura ou capacidade de investimento para contratar um fotógrafo de topo, bem estabelecido (e caro), precisam de serviços de fotografia. Fazer algumas campanhas de desconto (10%, 20%, 30% do valor habitual de mercado) pode ser uma boa forma de atrair as atenções e ganhar trabalhos que de outra forma seria difícil. Assim vai conquistando espaço no mercado e, muito em breve, já com provas dadas, poderá cobrar o valor justo pelo seu trabalho. Mas lembre-se que a única forma de ganhar terreno é apostar na qualidade dos resultados, independentemente de fazer um serviço gratuito, a preço promocional ou muito bem pago. É por essa qualidade que ficará conhecido! E é essa qualidade que poderá exibir no seu website, que irá sempre crescendo.


Foque-se no seu crescimento

Na fotografia, como noutras áreas, o sucesso é o que acontece enquanto está “entretido” a colocar as mãos na massa. O processo de crescimento deve ser constante, contínuo e sustentável. Se acredita que este é o seu caminho, siga o plano, sempre com foco, ambição e resiliência. Daqui a 1, 2, 3 anos, à medida que for provando o seu valor, maior será a probabilidade de conseguir clientes maiores e projetos mais lucrativos e aliciantes, ao ponto de ter de recusar trabalho. 

Entretanto, enquanto está concentrado em avaliar a fazer vendas, a definir estratégias de marketing, a fotografar (muito), a planear como fotografar cada projeto, a ponderar a compra de novos equipamentos para melhorar (ou facilitar) o seu trabalho, a procurar novas formas de chegar aos clientes, a procurar inspiração, a editar e entregar trabalhos… quase sem dar por ela, poderá tornar-se num fotógrafo de sucesso, bem estabelecido e com o devido reconhecimento no mercado.


Espero que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das suas dúvidas e lhe sirva de inspiração.

Sabe que estamos cá para o acompanhar na sua jornada, por isso fique por aí para receber sempre os melhores conselhos, dicas e sugestões de técnicas e equipamentos para conseguir fotos de qualidade profissional, com equipamento barato. Depois, há que ganhar dinheiro com isso.

Em breve teremos disponível a subscrição da nossa Newsletter bem como os nossos perfis do Facebook, Twitter, Instagram.

Entre em Contacto e diga-nos que assuntos gostaria que abordássemos, quais as suas maiores dúvidas e dificuldades e partilhe também a sua experiência.

Boas fotos e bons negócios! 

PARTE IV – Hora de vender! Ponha-se à prova! Já treinou bastante, já evoluiu e já se sente confiante para fazer alguns trabalhos pagos? Difi...

PARTE III – Vá para o terreno!


Fotografe, Fotografe, Fotografe!

Já tem uma câmara e uma objetiva, uma estratégia e até um site para exibir as suas imagens, só falta mesmo começar a fotografar! A velha máxima também se aplica aqui: “a prática leva à perfeição”! Por mais teoria que possa ter absorvido em livros, vídeos e artigos, o seu crescimento como fotógrafo é feito no terreno. Quanto mais fotografar, quanto mais editar, quanto mais tempo passar a tentar obter resultados de que se orgulhe, mais aprenderá.

A fotografia é um ato de desconstrução da realidade, feito primeiro com o olhar e com a mente e só depois com a câmara. Ir para o terreno é a melhor forma de treinar a mente e o olhar para a fotografia. O resto é técnica e “tentativa e erro”. Aprenda a dominar a sua câmara, a fazer com ela precisamente a foto que quer e não uma imagem fruto do acaso. Experimente variar exposições, focagens, distâncias focais, modos de cor… Pegue num editor de imagem e tente recriar aquele efeito fantástico que viu nas fotos dos fotógrafos que admira.

Fotografe, fotografe, fotografe! E quando a sua câmara se tornar uma extensão do seu próprio corpo, dominando-a quase de olhos fechados, continue a fotografar! Esse é o caminho para conseguir resultados cada vez melhores e preencher o seu website com fotos que convencem clientes.


Foque-se na área em que quer trabalhar

Em teoria qualquer assunto é bom para desenvolvermos as nossas aptidões fotográficas. Mas fará sentido fazer apenas fotos de rua ou paisagem quando na realidade pretende ser um fotógrafo profissional de retrato?

Os clientes querem ver resultados daquilo que procuram. Por isso, para ter um portefólio rico e convincente para os seus clientes alvo, este deve incluir maioritariamente fotos da área em que quer atuar.

Se o que pretende é fotografia de retrato, fale com amigos e familiares e convide-os para umas sessões. Se prefere a fotografia de arquitetura, fotografe edifícios e interiores para ter algo para mostrar a potenciais clientes. Se vai enveredar pela fotografia de eventos, proponha-se como fotógrafo assistente em alguns eventos e tente registar fotos interessantes, talvez até com um cunho mais pessoal. Leve a sua câmara para cada festa de família ou reunião de amigos e treine, treine muito, porque esta é uma área bem desafiante da fotografia.

Em resumo, concentre-se em construir um portefólio relevante para a área em que quer trabalhar, pois é isso que os seus potenciais clientes querem ver antes de contratar. Só assim estará a semear para mais tarde colher um bom dinheiro.


Seja crítico de si mesmo

Agora que já fotografa todos os dias, não deixe as suas fotos no cartão de memória! Transfira-as para o computador e edite-as! Ajuste a exposição, as cores, os enquadramentos. Analise a composição, o foco, os elementos da imagem. Seja crítico! Reconheça o que fez de bem e onde falhou e use esse conhecimento para corrigir os erros e registar melhores fotos a cada dia.


Lembre-se que na fotografia digital a edição é um passo incontornável em todas as suas fotografias. Claro que não terá de fazer ajustes extremos em todas elas. Mas deve habituar-se a fotografar em RAW, a processar todas as imagens no Camera Raw e selecionar as melhores para editar no Lightroom ou Photoshop. Desta forma estará também a avaliar potenciais problemas no enquadramento, na composição, no nivelamento da linha do horizonte, o que incluiu (ou devia ter incluído) no enquadramento, até nas capacidades de foco e exposição do seu equipamento. Tudo isto é essencial para aprender rápido a conseguir cada vez melhores fotos no terreno. E quanto melhores fotos conseguir registar, menor tende a ser o tempo que precisa para as editar e obter resultados com o efeito “wow”.

Aceda aqui à Parte IV deste artigo – Fotografia – Da paixão ao Negócio; por onde começar? – Hora de vender


Espero que este artigo tenha ajudado a esclarecer algumas das suas dúvidas e lhe sirva de inspiração.

Sabe que estamos cá para o acompanhar na sua jornada, por isso fique por aí para receber sempre os melhores conselhos, dicas e sugestões de técnicas e equipamentos para conseguir fotos de qualidade profissional, com equipamento barato. Depois, há que ganhar dinheiro com isso.

Em breve teremos disponível a subscrição da nossa Newsletter bem como os nossos perfis do Facebook, Twitter, Instagram.

Entre em Contacto e diga-nos que assuntos gostaria que abordássemos, quais as suas maiores dúvidas e dificuldades e partilhe também a sua experiência.

Boas fotos e bons negócios! 

PARTE III – Vá para o terreno! Fotografe, Fotografe, Fotografe! Já tem uma câmara e uma objetiva, uma estratégia e até um site para exibir a...